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HISTÓRIA DA FREGUESIA DE CARAPEÇOS

 

Carapeços é uma Freguesia de mediana extensão e algo  populosa, ultrapassando já os dois milhares de habitantes. Ocupa uma área de relevo dócil, quase de planície, alongando-se no sentido Leste-Oeste e encaixando em posição mais ou menos central na metade Norte do território barcelense. Confronta a Norte com São Pedro Fins e Quintiães, ao Sul com Tamel Santa Leocádia, Silva e Lijó, ao Poente com Fragoso e ao Nascente com São Salvador do Campo. A ocupação desta parcela de território deve ter sido iniciada desde muito cedo, pelo menos a crer na toponímia, que aqui regista um lugar da "Mámoa", relacionado por certo com uma tumulação megalítica, infelizmente já desaparecida. Da época castreja e do período romano subsistem também importantes estações e vestígios arqueológicos. A freguesia, à semelhança da maioria das suas congéneres, organizar-se-á talvez um pouco antes da nacionalidade.

                                                                                                                                             

Em 1220, nas "Inquirições" de D. Afonso II, surge designada de "Sancto Jacobo de Carapezos", fazendo então parte integrante da "Terra de Neiva". A fazer fé em alguns autores, ter-se-á dado nesta freguesia, mais precisamente na "Chã de São Miguel", o famigerado recontro entre portugueses e castelhanos ocorrido em 1373. Esta batalha de São Miguel é a que consta relacionar-se com o heróico "Alcaide de Faria", que a historiografia de pendor "nacionalista" tanto cultivou, esquecendo o pouco sentido que fazia aquele conceito numa época de ainda vincado pendor senhorialista. A Casa e Quinta de Carapeços, depois chamada "da Madureira", é um antiquíssimo solar minhoto, constando já do celebrado "Livro de Linhagens", atribuido ao Conde D. Pedro, que viveu na Primeira metade do Século XIV. O Lugar da Mámoa, como tivemos já oportunidade de Referir, recorda, na toponímia, uma muito plausível tumulação megalítica (a cronologia destes monumentos estende-se desde o Neolítico Final até aos inícios da Idade do bronze). No lugar da Picarreira, sítio do Castro, estudou recentemente o arqueólogo Brochado de Almeida um povoado da Idade do Ferro Peninsular. Assente num dos diversos cabeços da encosta Sul do Monte Tamel, a uma altitude que ronda os 180 metros, o arqueosítio era já conhecido de diversos autores, tendo sofrido, inclusivamente, uma intervenção de tipo arqueológico na década de cinquenta. O povoado será anterior ao Câmbio da Era, tendo sido reorganizado nessa altura. O importante sistema defensivo, composto por duas muralhas em talude e outros tantos fossos, será mais recente ainda, pois destruiu algumas das casa de planta circular preexistentes. Dois pequenos numistas (um deles, em bronze, apresenta a afíge de Maximino II) Balizarão o possível tremo da ocupação, datável dos séculos IV-V d.C. O conjunto habitacional, do tipo "casa composta e lacha", avaliado em estimativa, comportaria cerca de trinta unidades, ali residindo à volta de 120 indivíduos (Brochado de Almeida). Em Caride, numa pequena bouça de mato, surgiram vestígios de um provável habitat de época romana e respectiva necrópole: pedra aparelhada, muita tégula e alguma cerâmica comum. Nas imediações notam-se alguns marcos da Casa de Bragança. Em Sabariz, topónimo cuja origem etimológica parece radicar num antropónimo germânico (tal como "Ufe", lugar vizinho), junto à partilha com São Fins de Tamel e à margem esquerda de um pequeno ribeiro, encontram-se os restos de uma lagareta cavada em amplo penedo. O respectivo balizamento cronológico será muito lato, estendendo-se da romanização até aos finais da idade Moderna, pelo menos.

  

                                        A vida de S.Tiago

 

 

S, Tiago maior era um dos doze Apóstolos, irmão de S. João Evangelista. Tinham como Pai Zebedeu, patrão dum barco de Pesca no lago Genesaré. Chama-se Tiago “Maior” para o distinguir do Tiago “irmão” do Senhor. Os sinópticos (Mr 4, Mc e Lc 5) contaram-nos a vocação de João e Tiago; Jesus Chamou-os, quando os dois estavam ocupados a consertar as redes: deixem no barco o patrão, os rapazes contratados seguem o jovem Mestre. Tiago ficou sendo dos doze: em Marcos, é o segundo a seguir Pedro; em Mateus, Lucas e o Actos, é o terceiro. Figura nalgumas circunstâncias memoráveis: na cura da sogra de Pedro; na ressurreição da filha de Jairo; e na transfiguração.

 

O Divino Salvador chamou, a Tiago e João, Boanerges, “filhos do trovão”, por eles terem querido que fosse mandado fogo do céu sobre uma cidade hospitaleira de maneira semelhante ao que fizera Elias; mas o Senhor repreendeu-os. Quando eles subiam a Jerusalém, mandaram pedir a Jesus, por intermédio da mãe de Salomé, dois lugares de honra no futuro reino. O divino Mestre respondeu: Não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálix que eu tenho de beber? – Podemos. - O meu cálix bebê-los-ei; quanto aos lugares de felicidade, isso depende de meu Pai. Não careciam de afoiteza; julgavam-se no direito de possuir o sinal da vinda de Jesus e do fim do mundo. O que é certo é que, ao entrar Jesus na agonia, eles dormitavam no jardim debaixo das oliveiras prateadas pela lua radiosa.

 

Mas o recinto no cenáculo levou á maturidade a sabedoria e a força de Tiago. Animado pelo Espírito Santo, veio com Pedro a Jerusalém para festejar a Páscoa. Herodes Agripa I mandou-o prender e executar (Act 12, 2); foi o primeiro apóstolo a derramar o sangue para mostrar ao Senhor quanto era séria a sua fidelidade, Uma tradição, recolhida por clemente de Alexandria, refere que o guarda de Tiago se converteu á visita da firmeza do testemunho que dava. Pediu perdão ao Apóstolo que o abraçou: “A paz esteja contigo”, e a ambos foi cortada a cabeça. Como se deu isso por altura da Páscoa, a nossa data de 25 de Julho é claro que bastante mal convém para comemorar tal facto: os gregos festejam-no a 30 de Abril.

 

O apostolado de S. Tiago na Espanha figura no fim do século VI, num catálogo apostólico, tradução latina dum texto bizantino que não representa uma tradição espanhola. S. Julião de Toledo (686) recusa a missão espanhola de S.Tiago. è notável que nem Prudêncio, nem Orósio, nem Idácio, nem Martinho de Dume, nem Isidoro, nem Bráulo, nem Taio, nem João de Biclar, nem Ildefonso mencionam, nos seus escritos autênticos, tal missão que seria de interessar capital para as Igrejas ibéricas. Igual silêncio em Grgóriode Tours e Fortunato, Em 416, o Papa Inocêncio I rejeita o apostolado de S.Tiago na Península. Mas o tumulo na Galiza? Antes de 830, situava-se o túmulo do Apóstolo na Judeia, em Cesareia da Palestina mesmo em Mamácia, entre o Nilo e a Ciraneia. Por 830 descobriu-se, no território de Amaea (diocese de Iria Flávia - El Padrón, na Galiza) um sepulcro dos tempos romanos. Foi celebrado com sendo de S.Tiago. A autoridade eclesiástica interveio, segundo ela, havia indícios graves. Não nos foi transmitido quais fossem. Por 850 redigiu-se um texto afirmado a transferência de Jerusalém para a Galiza. Segundo ele o corpo foi trazido por sete santos dos arredores de Granada, discípulos de Tiago. Tal texto supõe a pregação do mesmo Tiago na Espanha. No fim do século IX, foi escrita uma carta dum Papa Leão, contemporâneo (?!) de Tiago de a qual utiliza o catálogo apostólico. Pelos fins do século IX, recorde-se a epístola de Leão, puseram-se de parte os sete santos e introduziram-se dois discípulos adjuntos. O fragmento do catálogo foi substituído.

 

 A história de Compostellna, acaba em 1139,admitiu o retoque mencionado. Não faltam defensores ainda hoje da “hispanidade” de S.Tiago uma coisa são os ossos mais ou menos completos, de alguém, e outra algumas relíquias na origem dum culto antigo.

No século X o túmulo de S.Tiago começou a atrair estrangeiros. No século XII, os peregrinos invadiram as estradas. Foram provavelmente os grandes abades de Cluny quem organizou, desde o século XI, essas procissões de fiéis para a Galiza.

S.Tiago, primeiro representado como apóstolo a segurar o evangelho, não tardou que figurasse como peregrino, com surrão autenticado por uma concha e empunhando ele um bordão. E contava-se que ele apareceu numa batalha e afugentou os Mouros em Cavijo em 834; foi portanto representado como cavaleiro mata – mouros. 

 

  S.Tiago foi martirizado no ano de 44 em Jerusalém

 

 

Lenda de S. Tiago.

 

                    

Andava na tradição que um antecedente desta família, D. Sapo, tinha o direito (?) de coabitar com todas as noivas dos seus domínios antes de ocuparem o seu lugar como Rainhas do novo lar? Repugna tão torpe indignidade ?

Mas, coisa parecida, os sarracenos exigiam dos espanhóis: Consistia na entrega anualmente de cem donzelas núbis. S. Tiago montado num cavalo branco, ajudara miraculosamente os espanhóis a repudiar semelhante iniquidade, vencendo de vez os sarracenos.

Daí a devoção dos espanhóis, poderá dizer-se de toda a península ibérica, por S. Tiago vendo-se a sua imagem montada em ginete branco, «Ano Cristão» traduzido pelo P. e Matos Soares, volume V de Maio a págs.554 e seguintes.

As Mulheres portuguesas, sabem quanto devem da sua dignidade graças a Deus. Uma ou outra parece que tem saudades do tributo que os sarracenos e o D. Sapo exigiam. Deus as converta.

 

D.Sapo era uma figura típica da idade média a quem se atribuía um direito semelhante.

 

             Ainda Carapeços não era Portugal

 

 

A persistência do nome de Magistroi aos primórdios da nacionalidade, ainda Portugal não existia como Nação.

Antes mesmo de o Conde D. Henrique ter recebido de Afonso VI, Rei de Leão e Castela, seu sogro o condado Portucalense. Dele se originou Portugal. Compreendia o espaço geográfico que vai do rio Minho ao Rio Tejo e abrangia, pelo interior a Guarda, Lamego, Chaves, etc. sucedeu-lhe D.Afonso Henriques, o maior impulsionador das lutas contra os sarracenos, cognominado o Conquistador. E ao Vence-los na batalha de Ourique, em 25-6-1139 converteu-se no primeiro Rei de Portugal.   

  

         João de Carapeços

           Casa dos Perelhais

 

A casa da Madureira é uma das raras casas tradicionais, vulgarmente conhecida hoje por Casa dos Perelhais.

Tem ligação histórica á quinta da Madureira, em 1758 a quem se atribui a João de Carapeços o seu mais antigo proprietário conhecido. Dele se diz ter dado o nome á freguesia, o que é discutível, pois já no Reinado de D. Dinis teve inicio pouco antes do ano 1300, nesse ano predominava o nome Sancto Jacobo de Carapezos.

Mas não se deve confundir a casa actual com a casa primitiva e o seu Castelo ou torreão defensivo, onde morava o senhor feudal da terra, Essa quando da posse de Pêro Coelho, um dos três indicados assassinos de Dona Inês de Castro, foi destruída, sendo a Quinta confiscada e salgada por ordem de D. I Pedro. Nas Inquirições de D.Afonso II aparece como suserano de Carapeços, Menedo Sanchis, conforme se vê no item referente a foros e dávidas. Delas consta que os moradores de Carapeços eram obrigados a prestar-lhe serviços obrigatórios na limpeza e conservação da Quinta e o “Castelo” só não pagavam multa de voz ou calúnias. 

 

 

De uma coisa estamos certos o nome Santiago esteve sempre ligado a esta Freguesia, fosse antes Sancto Jacob de Magistroi, e depois Sancto Jacobo de Carapezos de Carapeços calculam que seria entre os anos de 1070 e 1093 a sua alteração.

 

Convém Recordarmos que a Diocese ou Igreja de Braga a que pertencemos vem do século III O ano de 206 é a data historicamente provável que foi elevada pelos romanos á categoria de capital da Galiza.

No ano 400 são inúmeros, como todos sabem, os vestígios arqueológicos e onomásticos que perduram e documentam a passagem dos romanos por Carapeços.

 

Em seguia a partir do século V, vieram os germânicos denominados os bárbaros do norte, que derrotaram e substituíram os romanos. A sua ocupação foi mais ao menos pacífica, assimilaram a cultura dos povos subjugados e foram convertidos por São Martinho de Dume.

Além destas referências históricas queremos informar com foi ainda mais directa a sua influência nesta terra. Basta sabermos pela onomástica local (de Carapeços) que os nomes dos lugares de Escairo, Caride, Samil, e Sabariz, segundo os nossos grandes etimólogos José Pereira Machado e A. Gomes Pereira, são topónimos de origem germânica.           

 

 


 

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CARAPEÇOS

 

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