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BREVE HISTÓRIA DA RECONSTRUÇÃO DA IGREJA PAROQUIAL

 

1979 - 1980

AMPLIAÇÂO E RESTAURO

 

Essa lápide regista anos, assinala décadas e une duas épocas diferentes, o passado e o presente, que a nova igreja liga entre si.

Como no granito, os anos 1979 e 1980 estão gravados na vida e na memória desta geração. Anos de sacrifício e de esperança, termo e início das décadas em que as obras se pensaram e foram realizadas; princípio de uma revolução que tinha que de acontecer, para que a reconstrução e renovação fosse possível.      

 

Com a desmontagem e desvio dos altares e talhas do seu interior, feitas no dia 31 de Julho de 1979 e retirada dos telhados e a demolição dos muros inicia-se a revolução, abrem-se novos alicerces e começa o levantamento das paredes, em 7 de Janeiro de 1980 principiou a renovação do interior.

As obras só viriam a terminar em 25 de Julho de 1986 para acolher as festas de São Tiago.

        

                 "Vista da Igreja em 1918"

 

 

 

 

A  reconstrução da igreja esteve longe de ser pacífica

 

Na página 120 do livro "A igreja de Carapeços o templo e o povo" do Sr. P.e Alcin,o podemos ler….Mexer na Igreja insistimos, foi doloroso, mas salutar.

Sacudiu e fez rebentar uma crosta que afixava muita gente e causava mal-estar. Desmascarou um certo farisaísmo religioso, velhaco e hipócrita, e serviu de pretexto para sair das alfurjas imundice da pior. Adivinhava-se, mas tardava a aparecer.

 

 Págs. 121,,,,, Despertou também choro e lágrimas. Raivosas duns e de saúde e dor daqueles que amavam sinceramente a igreja como sempre a conhecerem e, na hora do derrube, não conseguiram disfarçar a comoção que o facto lhes causou. Mas logo se recompuseram e foram sempre dos mais animosos e felizes, ao verificarem o bom andamento da obra que apoiavam com o seu dinheiro e trabalho ou acarinhando a comissão, trabalhadores e artistas, com bebidas, lanches, e incitamentos amigos.

 

   

 

  

 

                              Reconstrução da Igeja no ano de 1979

 

 

A Comissão.

 

Págs. 125…. A primeira diligência, como seria de esperar, foi a formação da “COMISSÃO DE OBRAS”.

Começou com 17 nomes. Em 1-3-1979 estava já reduzida a 12 membros. Perdera quatro que alegavam falta de disponibilidade, mais um que foi levar ao santuário as moedas para o “campo do oleiro”. Quase perdia outro mais, por arrastamento, na hora difícil da arrancada, em 31 de Agosto de 1979.

 

  Benjamim Ferreira da Costa Andrade

   António Correia da Silva

  António Batista Barbosa

  Augusto Coutada Neco

  António Pires Pombo

  António Andrade Tomé da Silva

 António Andrade Rodrigues

  Domingos Ferreira Dias

 Joaquim Correia de Andrade

 Manuel Crispim de Oliveira Barbosa

 António Pereira Barbosa 

  Avelino da Silva Pombo

 

       " A  Comissão de Obras"

 

 

 A vingança

 

 

 

Págs. 130...Expressamente para isso, levantou, num canto do passal, uma sede ou secretaria, de construção precária, dado o seu destino transitório. Por chufa, baptizaram-na de “Casarão” o nome pegou. Era das telenovelas…

Logo de seguida serviu para a vingança dos “amigos” da igreja; uma denuncia á Câmara Municipal.

O papelucho anónimo que motivou a notificação supra, para lá enviado em nome dum dos comités que por aí superabundavam à moda revolucionária de então, fosse C.L.A.A. ou o N.A.R.C. (?), das “acções realista”, causou engulho á Câmara, nessa hora, preocupada com os grupos realistas lá de dentro.

               Vista do "Casarão"

      

Apesar da sua abertura e informação ou por isso mesmo, visto tratar-se de pessoas mal intencionadas, não diminuía a campanha teimosa e persistente dos obstrutores. Maldosa e pérfida, tentava por todos os meios desunir a Comissão. Cada vez mais virulenta e insidiosa, fazia acusações insensatas e irresponsáveis ao pároco, solidário com ela, como anteriormente estivera com a comissão de obras da Residência Paroquial, a quem atribuíram interferências e actos em que os próprios acusadores estavam implicados.

 

Aprovado o projecto, obtidas as licenças, feito o peditório e auscultada a freguesia, aguardou-se a passagem das “esperadas festas para se dar princípio aos trabalhos.

Em simultâneo com as preocupações e as actividades da Comissão, os adversários das obras e os inimigos, encapotados, da igreja e do povo, desvairados e cegos, também não paravam. Eram contumazes no mal.     

 

 

 .Daí até a sua conclusão passaram 8 anos que para uma obra desta envergadura e com a crise que se instalou após o 25 de Abril foi de grande satisfação para todos os verdadeiros filhos desta terra, que não se cansaram de ajudar com alegria, a concentração de 150 pessoas da freguesia para o carregamento da placa do telhado no dia 17-11-1979 espelha o bem seu entusiasmo pela obra em crescimento. Assinalamos pelo meio a três cortejos realizados, a freguesia foi dividida em três partes, o Rio coutada fez a divisão em duas, completando a via-férrea a terceira parte, as verbas arrecadadas foram de 107 – 214 – 363 daí resultaram 674 contos.

O Barcelense termina um artigo  (sobre as obras em questão) publicado no dia 5-7-1980.

È assim amigos. Quando Deus Quer, nada nos pode impedir. O demo é valente, mas Deus é muito mais forte, e nós estamos com Deus. Disto não tenho a menor dúvida. Por isso, Deixemos falar quem fala, e para as “palavras loucas orelhas moucas”. Para a frente é que é o caminho. 

 

 


                                                  "Igreja Paroquial Hoje"



Os Párocos

 

Pela sua estreita ligação às paróquias e às estruturas referidas apresentamos também as fotos existentes dos párocos do século XX, que presidiram o destino desta comunidade: o Abade Joaquim José Domingues, conhecido pelo “Padre Coutada”, que paroquiou desde Outubro de 1874 a 1908; o Padre António Joaquim Lopes Júnior, pároco da Silva, paroquiou também Carapeços, desde 30-05-1908 a 31-05-1909, sucedeu-lhe o padre António Alberto Barbosa desde Maio de 1909 a Fevereiro de 1933, foi pároco colado. O Padre Manuel Rodrigues de Miranda desde então até Agosto de 1962. O padre Alcino da Cunha Pereira tomou posse canónica destas paróquias em 26 de Agosto de 1962. 

 

Liv. Padre. Alcino: P.R.C. de Carapeços e S.Leoc.págs.48    

       

      Padre Coutada              Padre Barbosa            Padre Miranda             Padre Alcino


 

Os Passais

 

Passal é uma palavra de fácil compreensão por se referir, normalmente, aos terrenos de cultivo á volta das residências dos párocos e são logradouro destas. Poderia questionar-se qual a sua ortografia correcta, mas não é assunto de muito interesse no âmbito destas notas.

O passal de Carapeços abrangia todo o espaço delimitado pelo Rio da Coutada, a norte, dos caminhos á volta da igreja e da residência, a nascente e sul, o caminho de servidão, o carreiro e o rego da Poça do Passal a poente. Era a atravessado pelo rio Capela, que o dividia em duas partes.

O regime republicano, iniciado em 5 de Outubro de 1910, começou a ser altamente pernicioso para a igreja, com a instituição do Registo Civil obrigatório, na medida em que começou a vigorar o Código do Registo Civil e esbulhou dos livros do Registo Paroquial. Depois, com a Lei da Separação, de Abril de 1911, que a procurou estrangular ao ficar-lhe com os bens.

O pároco de Carapeços, seguindo as instruções do ordinário, procedeu ao extracto dos registos, antes de fazer a entrega dos livros respectivos na conservatória, o que veio facilitar a vida aos paroquianos até hoje. Muitas são as pessoas que, desde então, tem vindo ao cartório paroquial fazer as buscas de que precisam.

Com a Lei da Separação na mesma linha das leis pombalinas, de 1749 e 1834, que serviam de preliminares ás leis da república (Vide ”Fastos Episcopais da Igreja Primacial de Braga “, Tombo IV, Págs.361 e ss.) arrebatou-lhe brutalmente os bens legitimamente adquiridos e invioláveis, de modo a transformar os párocos em pedintes ao espoliá-los dos seus rendimentos.

Ao referir-se ao abade de Carapeços “Joaquim José Domingues”, o sempre recordado “Padre Coutada” Rosa Rodrigues de Carvalho, por ele baptizada em 13-02-1905, informou-nos, pessoalmente, no ano de 1987, que as terras em frente da Residência Paroquial lhe pertenceram, e as deixou aos sobrinhos. Terras do Passal, dissemos acima, são as margens esquerda do rio Capela e o Passal a residência da Margem direita.

Não encontramos documentos nem consta da tradição quando ou como se processou a divisão do passal, que passou a pertencer à paróquia. O pároco de então, morador na residência, era dono das casas e terrenos a sul da mesma, do outro lado do caminho.

Até ao último arranjo do adro, no ano de 1986, a pedra da sepultura do Padre Coutada permaneceu em frente da porta principal da igreja, onde devem continuar aos seus restos mortais. Recordamo-nos vagamente de alguém nos ter dito que por sua disposição.

O Herdeiro do “Padre Coutada" o penúltimo Abade – e desses bens foi o sobrinho Felismino Coutada, Casado com Miquelina Tomé da Silva, Pais de Davide Coutada – o David da Marcolina – por corrupção do nome da mãe, Miquelina. Foi casado com Maria Coutada, filha de Francisco Fortunato da Silva e Ana Coutada. Esta, por morte do marido, apropriou-se do apelido e passou a conhecida por “Tia Marcolina “, cujo apelido passou para os filhos. Faleceu aos 81 anos de idade, em 25 de Março de 1983, sendo, actualmente, os seus descendentes conhecidos pelos filhos da Marcolina. A sua filha Joaquina, nascida em 1926, acaba de nos confirmar o que deixamos escrito acima, fundamentado no registo paroquial.

O David Coutada e a “tia” Maria Coutada ou Maria (da) Marcolina últimos herdeiros dos bens do Padre Coutada, venderam ou permutaram as casa e terras a sul da Igreja com Joaquim da Costa e Silva e foram morar no lugar do Escairo, na Casa da “Cotula”. Passou depois a ser denominada Casa da Marcolina. Conservou as terras do Passal, que os herdeiros dividiram entre si, tendo alguns vendidos a sua parte a terceiros.

Aí se plantou, a seguir, a actual urbanização á esquerda do registo.

Joaquim da Costa e Silva era filho de Carapeços, que angariou fortuna na cidade de Barcelos, reconstruiu a casa depois da compra, exerceu cargos na junta de freguesia e foi benemérito da Igreja ao custear as o relógio e o carrilhão da torre. Também cedeu terreno, no lugar do Monte, aos pobres para a construção de moradias. Por isso a estrada da igreja ao cemitério, conhecida pela “Carreira”, lhe foi dedicada e passou a denominar-se Avenida Costa e Silva, em 1969.

 

Obs. fonte do livro PATRIMÓNIO RELIGIOSO E CIVÍL DE CARAPEÇOS E SANTA LEOCÁDIA DO  TAMEL pags.49.                                                                          

 

                                                        Vista Aérea    do   "Passal"


Grupo coral de Carapeços

 

O Grupo Coral de Carapeços ou Coro Paroquial, é o mais antigo e genuíno grupo da freguesia. Nem houve outros naqueles tempos, sabíamos, salvo grupos espontâneos dele surgidos por cisões acidentais e irrelevantes.

Após a implantação da República em 1910, e na década seguinte devido á instabilidade política e às constantes lutas partidárias em que o Conde de Azevedo, Solar da Lama, deste conselho, esteve implicado, a sua família passou a morar na casa de Carapeços, a actual Casa do Néu, que lhe pertencia.

Diz-nos o Major Rodrigues que a sua esposa era desta freguesia e pertencia á família Queirós. (daí ouvirmos falar na casa do Néu, dos Machados ou da Queirosa). E por cá permaneceu enquanto o Conde esteve no Norte de Espanha, nas cercanias de Monção, em frente á sua casa da Valinha.

Vem desse tempo a mais antiga referência ao Coro de Carapeços. Foram as filhas do Conde, D. Maria do Carmo, organista, e D. Maria Glória, requerente, quem fundou “um grupo feminino de cantoras….muito apreciado nas ocasiões das festas e das horas de piedade Maj. Ibidem, pags.111-112).

Entre  as famílias desta freguesia mais predispostas para a música sempre se destacou a família Andrade. Tal acontece ainda hoje quer no Coro Paroquial como Orfeão. Maria dos Prazeres Andrade, nascida em 1918, juntamente com as suas primas “Mitras” pertenceu ao primeiro grupo Coral, que encontramos ao entrar nesta paróquia. Ela nos falou nas filhas do Conde.

Há cerca de quarenta anos, Custódia Ferreira Correia, a “Custódia organista”, da mesma família, após ter adquirido uma boa formação musical de solfejo e harmónio, tem dedicado grande parte da sua vida à música litúrgica. Executando com fidelidade e rigor toda a música religiosa, conseguiu dar ao Coro Paroquial de Carapeços um alto nível musical que raros atingiram, Esporadicamente, tem colaborado em festas de música profana.

Presentemente mais duas esperançosas organistas: Maria do Carmo Correia da Silva e Maria Salomé Dias Rodrigues começaram a colaborar, com grande empenho, no coro paroquial, dedicando um cuidado particular ao Coro Infantil, há pouco formado em 2002.                               

 

Liv. Padre. Alcino: História de Carapeços e S.Leoc.págs. 278 -279      

 

      

 


 

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